sábado, 13 de julho de 2013

Alguma Poesia III

Vamos falar do futuro
Porque o presente me decepciona
Vamos falar de otimismo e garra
Porque  o dia a dia me entristece

Vamos  falar de novas luzes
Porque minha alma anda em penumbra
E não vejo claramente a luz
Que alguém  disse que está no fim do túnel

Vamos falar de amizade
Porque na solidão em que vivo
Não sinto o calor de um corpo amigo
Que me  aqueça no frio da noite

Vamos falar de sonhos
Porque nas noites em que adormeço
Somente tenho pesadelos
Do dia a dia que me entristece

Vamos falar da vida
Que esquecemos de viver
Porque a nossa vida é tão rápida
Que para ela não temos tempo

Vamos falar da morte dos sonhos
Que estando mortos
Não andam pelas minhas noites dormidas
Mas deambulam como fantasmas

Pelos dias infinitos
Que me entristecem

Vamos falar da juventude
Da minha e da deles
Perdidas no torvelinho
Do dia a dia que me entristece

Vamos falar das lutas
Que nunca lutamos
Porque não temos causa
Que nosso coração abale

Vamos falar das dores que não sentimos
Porque anestesiados estamos
Pelo dia a dia que me entristece

Vamos falar do futuro
Porque tudo nele acontece
E o dia que ainda não veio
Pode ser luminoso e feliz

Vamos falar do futuro
Porque nele as decepções
Ainda não existem
E a felicidade ainda vive

Vamos falar do futuro
Porque o presente é tão duro
Que nossa pele rasga
E nossa mente violenta

Vamos falar do futuro
Porque o que nele vive
Pode nos inspirar
Pode nos salvar
Deste dia a dia que me entristece

sábado, 22 de junho de 2013

Alguma Poesia II



O sossego dos pátios vazios
A calma das noites de verão
Iluminadas pelos candeeiros
Da memória infante

Transporte transdimensional
Êxtase intelectual
Que demonstra a fragilidade
Do agora

Vivo melhor e mais feliz
Naquilo que já vivi
Remontado no presente
Pelo gênio sensível
Que em mim mora

Quisera que assim sempre
Tivesse vivido
Pois assim nunca te
Teria perdido

Te manteria assim
Cativa
Escrava
No meu coração

Te consumiria
Quando bem
Me aprouvesse
Em uma noite
De verão



Alguma Poesia I

Sempre é tempo Para começar A viver O que nunca vivemos Seja no sonho tresloucado Da noite insone Seja na fúria insana Da impotência morta Sempre é tempo De retomar O mar perdido Para o inimigo Interno E velejar nas águas Profundas da alma Rediviva pela força Da imaginação Sempre é tempo De recomeçar Para não perder tudo Para a negra criatura Afinal Só vive o que Em fluxo Se mantém Só vive o que Sempre muda Se adapta Se transforma O que mudo e quieto Ficou Já morreu Sem saber havaianas

Sempre é tempo
Para começar
A viver
O que nunca vivemos

Seja no sonho tresloucado
Da noite insone
Seja na fúria insana
Da impotência morta

Sempre é tempo
De retomar
O mar perdido
Para o inimigo Interno

E velejar nas águas
Profundas da alma
Rediviva pela força
Da imaginação

Sempre é tempo
De recomeçar
Para não perder tudo
Para a negra criatura

Afinal
Só vive o que
Em fluxo
Se mantém

Só vive o que
Sempre muda
Se adapta
Se transforma

O que mudo e quieto
Ficou
Já morreu
Sem saber

Sempre é tempo Para começar A viver O que nunca vivemos Seja no sonho tresloucado Da noite insone Seja na fúria insana Da impotência morta Sempre é tempo De retomar O mar perdido Para o inimigo Interno E velejar nas águas Profundas da alma Rediviva pela força Da imaginação Sempre é tempo De recomeçar Para não perder tudo Para a negra criatura Afinal Só vive o que Em fluxo Se mantém Só vive o que Sempre muda Se adapta Se transforma O que mudo e quieto Ficou Já morreu Sem saberhavaianas

Funcionamento da Ciência Moderna

Modelos e Objetos-modelos

Para alunos de pós-graduação em geral

Segue a conclusão de Mario Bunge no capítulo Conceitos de Modelos 
"Converter coisas concretas em imagens conceituais (objetos-modelo) cada vez mais ricos e expandí-las em modelos teóricos progressivamente complexos e cada vez mais fiéis aos fatos, é o únivo método efetivo para apreender a realidade pelo pensamento. É o método inaugurado por Arquimedes em físisca e que em nossos dias triunfa por toda parte onde é testado, mesmo nas ciências do homem. A observação é apenas uma fonte (não a única) de problemas e um teste (não o único tampouco) dos nossos modelos teóricos. A intuição - ou melhor, os diversos tipos de intuição - é uma fonte de idéias que devem ser formuladas explicitamente e submetidas à crítica da razão e dos fatos para serem fecundadas. A razão, enfim, é o instrumento que nos permite construir sistemas com a pobre matéria prima dos sentidos e da intuição. Nenhuma destas componentes do trabalho científico - observação, intuição e razão - pode, por sí só, nos dar a conhecer o real. Elas não passam de aspectos diversos das atividades típicas da pesquisa científica contemporânea: a construção de modelos teóricos e sua comprovação".

Lições do Velho Mestre

Que enormes, pois, são as novas responsabilidades da escola: educar em vez de instruir; formar homens livres em vez de homens dóceis; preparar para um futuro incerto e desconhecido em vez de transmitir um passado fixo e claro; ensinar a viver com mais inteligência, com mais tolerância, mais finamente, mais nobremente e com maior felicidade, em vez de simplesmente ensinar dois ou três instrumentos de cultura e alguns manuaizinhos escolares... Para esta finalidade, só um novo programa, um novo método, um novo professor e uma nova escola podem bastar” Anísio Teixeira, 1934havaianas
 “Que enormes, pois, são as novas responsabilidades da escola: educar em vez de instruir; formar homens livres em vez de homens dóceis; preparar para um futuro incerto e desconhecido em vez de transmitir um passado fixo e claro; ensinar a viver com mais inteligência, com mais tolerância, mais finamente, mais nobremente e com maior felicidade, em vez de simplesmente ensinar dois ou três instrumentos de cultura e alguns manuaizinhos escolares... Para esta finalidade, só um novo programa, um novo método, um novo professor e uma nova escola podem bastar” 

Anísio Teixeira, 1934havaianas
Anísio Teixeira, 1934
“Que enormes, pois, são as novas responsabilidades da escola: educar em vez de instruir; formar homens livres em vez de homens dóceis; preparar para um futuro incerto e desconhecido em vez de transmitir um passado fixo e claro; ensinar a viver com mais inteligência, com mais tolerância, mais finamente, mais nobremente e com maior felicidade, em vez de simplesmente ensinar dois ou três instrumentos de cultura e alguns manuaizinhos escolares... Para esta finalidade, só um novo programa, um novo método, um novo professor e uma nova escola podem bastar” havaianas
Em Defesa da Democraciahavaianas
Em Defesa da Democraciahavaianas
Que enormes, pois, são as novas responsabilidades da escola: educar em vez de instruir; formar homens livres em vez de homens dóceis; preparar para um futuro incerto e desconhecido em vez de transmitir um passado fixo e claro; ensinar a viver com mais inteligência, com mais tolerância, mais finamente, mais nobremente e com maior felicidade, em vez de simplesmente ensinar dois ou três instrumentos de cultura e alguns manuaizinhos escolares... Para esta finalidade, só um novo programa, um novo método, um novo professor e uma nova escola podem bastar”havaianas
Que enormes, pois, são as novas responsabilidades da escola: educar em vez de instruir; formar homens livres em vez de homens dóceis; preparar para um futuro incerto e desconhecido em vez de transmitir um passado fixo e claro; ensinar a viver com mais inteligência, com mais tolerância, mais finamente, mais nobremente e com maior felicidade, em vez de simplesmente ensinar dois ou três instrumentos de cultura e alguns manuaizinhos escolares... Para esta finalidade, só um novo programa, um novo método, um novo professor e uma nova escola podem bastar” Anísio Teixeira, 1934havaianas
Que enormes, pois, são as novas responsabilidades da escola: educar em vez de instruir; formar homens livres em vez de homens dóceis; preparar para um futuro incerto e desconhecido em vez de transmitir um passado fixo e claro; ensinar a viver com mais inteligência, com mais tolerância, mais finamente, mais nobremente e com maior felicidade, em vez de simplesmente ensinar dois ou três instrumentos de cultura e alguns manuaizinhos escolares... Para esta finalidade, só um novo programa, um novo método, um novo professor e uma nova escola podem bastar” Anísio Teixeira, 1934havaianas
Que enormes, pois, são as novas responsabilidades da escola: educar em vez de instruir; formar homens livres em vez de homens dóceis; preparar para um futuro incerto e desconhecido em vez de transmitir um passado fixo e claro; ensinar a viver com mais inteligência, com mais tolerância, mais finamente, mais nobremente e com maior felicidade, em vez de simplesmente ensinar dois ou três instrumentos de cultura e alguns manuaizinhos escolares... Para esta finalidade, só um novo programa, um novo método, um novo professor e uma nova escola podem bastar” Anísio Teixeira, 1934havaianas
Que enormes, pois, são as novas responsabilidades da escola: educar em vez de instruir; formar homens livres em vez de homens dóceis; preparar para um futuro incerto e desconhecido em vez de transmitir um passado fixo e claro; ensinar a viver com mais inteligência, com mais tolerância, mais finamente, mais nobremente e com maior felicidade, em vez de simplesmente ensinar dois ou três instrumentos de cultura e alguns manuaizinhos escolares... Para esta finalidade, só um novo programa, um novo método, um novo professor e uma nova escola podem bastar” Anísio Teixeira, 1934havaianas

sexta-feira, 21 de junho de 2013

A USP como Universidade da Elite

    Os movimentos sociais ligados às minorias que defendem cotas raciais têm usado o argumento falacioso de que as Universidades públicas paulistas são elitizadas e, portanto, não democráticas. A natureza da falácia reside na confusão entre os conceitos de democracia e de elite.
    Todos os sistemas sociais e políticos hierarquizados possuem elites. Mesmo o socialismo real ou imaginário possui suas elites, sejam elas autocráticas (Cuba, Koréia do Norte, China), ou sejam elas lideradas por intelectuais orgânicos como proposto por Gramsci. As democracias, independente da orientação política dos dirigentes ( de esquerda ou de direita) são conduzidas por elites (políticas, econômicas, sociais, culturais, etc.). O conceito de elite (do francês élite – o que há de melhor numa sociedade ou num grupo), longe de significar uma característica aleatória ou negativa, significa a existência de uma hierarquia de competência.
    Esse conceito não contradiz ou anula o conceito de democracia. Ao contrario, dele decorre.
    Os alunos que chegam ao final do EM e ingressam na Universidade constituem a elite intelectual da juventude; aqueles, em principio, melhor preparados para prosseguir no curso superior de estudos e dotar a sociedade de indivíduos adequadamente preparados para o exercício das profissões de nível superior, para a docência e para a pesquisa.
    Os movimentos sociais que defendem as cotas querem mitigar o elitismo intelectual, querem subverter o sistema de ingresso meritocrático na Universidade em nome de uma “democratização” que, no fundo, é a substituição da exigência de preparo acadêmico por critérios alheios à universidade como o critério de “raça”. Subverter o vestibular como sistema de ingresso na universidade, na atual circunstância, significaria admitir alunos despreparados academicamente para enfrentar o curso superior. Sendo repetitivo, o instituto do vestibular é democrático e, como disse a Profa. Eunice Durham em recente entrevista: “O vestibular é talvez o mecanismo mais justo de seleção. Só passa que tem capacidade. O filho do senador e o filho da doméstica fazem exatamente a mesma prova”. Neste sentido, “deselitizar” o vestibular significa exatamente não respeitar a democracia na medida da igualdade de direitos.
    Outro argumento similar muito usado por aqueles que defendem as cotas é de que a USP é uma universidade das classes ricas e, portanto, precisa ser democratizada. Esta afirmação é falsa e quem a faz não conhece a realidade. O perfil sócio-econômico dos ingressantes em 2012 indica o contrário. Cerca de 12,3% dos alunos pertenciam a famílias com renda inferior a 3 salários mínimos mensais. Ingressantes de famílias com renda entre 3 e 10 salários mínimos (R$ 2070 a R$ 6900) representavam 50,6%. Apenas 8,7%  dos alunos pertenciam a famílias com renda mensal superior a 20 salários mínimos. Também interessante o fato de que apenas 34% dos ingressantes revelaram depender inteiramente de recursos familiares para se manterem durante o curso universitário. Cerca de 50% declararam que pretendiam trabalhar para se manter e 14,3% dependeriam da concessão de bolsas e auxílios. Os dados mostram, pois, que a USP não é a escola da elite econômica (Classes A e B), mas sim a Universidade das Classes C-D-E. As cotas, pura e simplesmente colocadas, apenas substituirão  grupos de alunos mais preparados por outros grupos menos preparados, mas advindos em sua maioria dos mesmo extratos sociais inferiores da sociedade.

As Cotas Raciais e a USP

As cotas de recorte racial constituem verdadeiro atentado ao bom senso e à boa ciência como já demonstrado por muitos sociólogos, antropólogos, geneticistas, etc. O conceito de raça não tem sustentação científica como provam miríades de estudos biológicos, antropológicos, psicológicos, genômicos, etc.
O conceito de raça sempre foi usado como justificativa para ações discriminatórias, seja para o bem ou para o mal. No Brasil atual, o conceito foi reduzido ao absurdo da autoclassificação para evitar a formação dos comitês classificatórios, tão comuns na Alemanha nazista. A rigor qualquer cidadão brasileiro pode escolher qualquer raça que lhe aprouver e não haverá maneira de contestação a não ser que se criem critérios fenotípicos, biológicos, etc, ou seja sem cair no absurdo da criação dos comitês classificatórios. Aqui mora o perigo.
Diferentemente dos EUA, onde imperava a classificação racial baseada no critério “one blood drop”, ou seja os indivíduos que tivessem um ancestral africano seriam considerados “negros”, no Brasil nunca houve nada parecido. Até muito recentemente não havia classificação racial nos documentos oficiais de identificação ou de inscrição em concursos. Esta prática esta sendo ressuscitada, não por pressão da população, mas por pressão de ativistas e ONGs interessadas em obter vantagens. Neste sentido, o movimento é absolutamente artificial. Senão, vejamos. Por critérios absolutamente autoclassificatórios, cerca de 10% da população brasileira é “preta”. O restante é dividido em “brancos”, pardos, índios e amarelos. Excetuando-se os índios e amarelos, temos entre o “branco” e o “preto” uma infinidade de cores que não servem para classificação. Os indivíduos podem ser “brancos” mais “brancos”, ou “brancos” mais escuros, ou morenos e assim sucessivamente.  O mesmo se dá se considerarmos a genealogia. Brancos seriam considerados aqueles cujos 4 avós fossem europeus e negros aqueles cujos 4 avós fossem africanos. Fora esta classificação, todos seriam pardos ou mestiços pois impossível saber a genealogia “racial” de um filho de “brasileiro”. 
Portanto, não existem características autoclassificatórias que permitam, com precisão uma classificação minimamente coerente. Este fato encontra ressonância nas séries estatísticas recentes do INEP. No documento de 2011, consta que estudavam no ensino superior no estado de São Paulo, 1.704.612 alunos. Destes, 26% se declararam brancos, 1,6% negros e 4,98% pardos. A grande maioria, 67%, não se identificaram com uma “raça” específica. Seria bom que assim permanecesse  e que a própria informação de “raça” não fosse mais solicitada. 
No Brasil não existe identidade de “raça” e a tentativa de criá-la obrigando cada cidadão a se autodeclarar como pertencente a uma “raça”, qualquer que seja ela,  divide os brasileiros de forma absolutamente artificial e introduz oficialmente o racismo que, ao contrário do desejo de minorias ativistas, deve ser rejeitado e combatido. Estes ativistas rapidamente reagirão a esta afirmação adiantando que negar o racismo é promover o preconceito. Nada mais falacioso. O racismo não tem relação direta com o preconceito.
 O preconceito é uma deformação de caráter e de inteligência caracterizado pelo uso das mais diferentes artimanhas para se manifestar contra tudo aquilo que seja diferente, sejam minorias étnicas, sexuais, de costumes, etc. O preconceito provavelmente sempre existiu e continuará a existir independentemente da existência de leis, normas, etc. Combater todo tipo de preconceito é tarefa educacional em senso amplo que deve ser realizado pela sociedade  de forma geral e em bases permanentes. Criar estratos raciais definidos pela cor da pele ou pela autoclassificação racial não acaba com o preconceito; ao contrário, reforça-o visto que obrigará todo cidadão deste país, mesmo a grande maioria que não é preconceituosa, a situar-se dentro de uma classificação artificial de raças, criando grupos ideológicos e de falsa identidade racial motivada por interesses políticos e de grupos organizados na obtenção de vantagens sociais. 
O racismo, por outro lado, é a crença que a humanidade, o gênero humano, é dividido em grupos biológicos distintos denominados “raças” e, mais, que existem raças que são superiores e raças que são inferiores.  Obviamente que esta crença é cientificamente falsa, além de ser moralmente condenável e socialmente perigosa. O crença racista levou aos grandes genocídios étnicos cometidos durante o século XX (holocausto, apartheid, etc.).
Por outro lado, a afirmação do conceito de raça, mesmo no contexto de uma autoclassificação, abre as portas para a separação, para a segregação social. A segregação racial é nociva em todas as suas nuances e versões, seja a negativa que mandou as pessoas para o campo de concentração, seja a versão positiva que pretende mandar as pessoas escolhidas pela “raça” para os bancos universitários. Pertencemos à “raça humana” com toda a sua diversidade fenotípica que precisa ser entendida e respeitada, e não usada para separar e segregar.